18.11.16

Hipnus



Mais uma noite sem voc√™ 
Hipnus
Tua aus√™ncia rouba meus sentidos 
Me leva pra dor
Aquela dor de velar meus mortos
Na calada da noite
De revirar o passado
E chorar.
Pela vida que n√£o tive
E pela que tive também.
Tem muita luz aqui dentro
Mas manter ela acesa 
√Č tarefa √°rdua 
Pra tanto espinho descarado
Me furando lentamente 
Dia após dia.
Pra tanta l√°grima...
√Č muito aperto no peito 
Inquietação na alma
E saudades do que n√£o aconteceu.
√Č um fardo pesado pra uma mocinha
Que n√£o soube como crescer
Em meio de tantos conflitos internos
E tantas perdas...
Os olhos marejados 
Vão comigo até o fim.


M√£e...pq me abandonaste?

15.11.16

Caminho 

Tem tanto ch√£o nesse mundo,
Tanta rotatória pra fazer...
Tem Atl√Ęntico e Pac√≠fico, 
Tem mar morto e Hawai.
Que a roda da fortuna e do destino 
Vire a b√ļssola pro lado do mar.
Que chegue breve , que venha clara a ideia.
E que n√£o me falte o ar
Nem a Luz
Nem os bra√ßos pra repousar ❤


Photo- LiciaVaghi



Meias maneiras


                                                           Photo -L√≠ciaVaghi



Metade da tarde ainda não é dia cheio

Metade de dois às vezes é bem mais que mais um só.


Meio desabafo não é liberdade de discursos inteiro.


Meia tonelada não é nem de perto o total do milhão.


Cortar na metade divide, coopera e fica sem par.


N√£o cruza, nem volta, n√£o sabe nem como, n√£o sabe lidar.


Metade de mim ainda respira uma velha canção,


Mas apago num trago pra não sufocar com o que não é mais não.


Pedaços inteiros de uma metade de um coração,


Sem chão, sem coberta , já quase sem métrica e sem circulação.


Me dá só metade do que lhe couber e uma moeda pro céu.


Completo com vinho e acendo um leve se vc quiser.


(((I)))







14.11.16

Complemento de um pensamento...



"Ela disposta... ele rancor 
Ela coragem... ele na dor 
Ela presente... ele "ainda é cedo"
Ela querendo... ele com medo
Pra ela diferenças que fazem pulsar...
Pra ele desconfortos que fazem vazar..."

(((I)))

Eu voltei!












...assim que é. ..


"A alma prevê
O cérebro assusta e assiste.
O coração pede
O corpo n√£o aguenta!
A pele chama
O sabor alerta
O cheiro invade ...
√Č quando o cheiro invade, o cheiro dos poros...cru, animal,
√Č nessa hora que o caminho de volta fica nublado.
Mas que inten√ß√£o voltar?  A inten√ß√£o √©
Fazer pernoite
Nesse colo que me prende sem saber
Da força que tem."


(((I)))

23.6.14

"Enquanto  a engrenagem funciona
O corpo colhe os frutos da homeostasia
Mas o coração. .. ah...esse é tinhoso!
Com seu sistema marcapasso independente
Faz com que a m√°quina todo se afogue em seu querer.
E a caminhada
Nessa montanha íngreme
Desgasta os sapatos
Cria calos nos pés
Divide  a alma em dois
Dois pedaços de si mesmo
Que n√£o se encontram por n√£o saberem pra onde olhar..."

(((I)))


23.4.12



Vaza!



"Sai de dentro desse espelho
que eu j√° t√ī de saco cheio de voc√™ a√≠ parada.
Vai rodar, vai andar
Vai vadiar 
Mas sai daí.
Porque a√≠ √© o lugar 
onde você deve se enxergar
não onde você deve morar.
Vai que tua asa j√° t√° grande, 
tuas pernas descansadas
e teu coração faminto.
Sai de dentro dessa l√Ęmina
mas n√£o foge, leva o mapa
tra√ßa a meta 
e VAI menina!"


(((I)))

2.2.12

Céu escuro


" Entre o turbilh√£o de possibilidades que um dia traz 
é no silêncio da noite que encontro minha calmaria...
e os reflexos de horas mal vividas
que carrego em meus ombros como um peso morto,
se esvaem em um estalo 
quando a noite vem.
Sobras e vestígios se vão,
novo brilho que a lua imp√Ķe.
Um √ļltimo inspirar salvador
que enche de vida a alma,
que acalenta
o coração.

Ent√£o tudo finda
e o sol nasce,
iluminando tudo
menos a mim.
                             (((I)))




19.1.12

Confus√£o



Antes de excitar
antes mesmo de ferver,
A busca primitiva
sempre se embasou ali,
naquele lugar onde mora o sentimento.

Sabe disfarçar,
Engana o próprio espelho
e chora,
l√°grima impar,
Sozinha como n√£o poderia deixar de ser.

E por mais que renegue, por mais que se cegue
No fundo
[n√£o t√£o profundo]
Ela só quer amar.

(((I)))

3.1.12

D√°-me o carinho que n√£o te dei







"Dif√≠cil ouvir de algu√©m 
que tanto mal te fez,
que tanta dor lhe causou e que
mesmo assim
[você]
insiste na permanência
(como uma chama de esperança com ar de não sei o que.....)
Ouvir dessa boca
"Tu n√£o me trata bem
n√£o me trata bem, meu bem..."
Aqui fica o que? Nesse peito dilacerado
um coração partido
um bater sem vigor
uma ausência de sabor...
Novamente, e novamente
Diariamente
nessa rota circular."




(((I)))

11.10.11

Noites infindas!

T√£o nervosa..


Fase muito tensa....esse vestibular está sendo algo tão grande dentro de mim.... tantas mudanças virão depois dele que nem sei bem como digeri-las ... Me sinto amarrada por pensamentos medrosos nas noites insólitas....

Coloquei uma força nisso tudo...uma energia tão grande e tão certeira.... como se não fosse possível haver nenhum tipo de desvio de rota. Não é!

Tento nessa reta final me apegar √†s lembran√ßas de um ano inteiro de pura confian√ßa e certeza.... O estranho √© que √© essa certeza que est√° me embrulhando o est√īmago. 

Um desespero de felicidade. Acho que só consigo traduzir meu sentimento assim....

Coragem, for√ßa, confian√ßa, certeza! √Č isso que pe√ßo em minhas ora√ß√Ķes. Pe√ßa por mim, se puder.

Meu desejo √© altru√≠sta. A medicina!   Intr√≠nseca √† minha alma, como se nada nesse mundo fosse mais importante do que conseguir transformar a dor em sua aus√™ncia. 

Talvez seja uma forma inconsciente de aprender a curar minhas feridas mal cicatrizadas.... e compreendê-las finalmente.

6.4.11

Last Dance

"N√£o h√° m√ļsica para essa dan√ßa."


A altura do abismo
est√° diretamente ligada ao tamanho do passo
e da ideia.

Só de se esperar
(nada m√°gico,
  apenas o √≥bvio normal),
ao se deparar com a ausência de tudo
a vida torna-se um v√£o cheio de desespero.
Procurar o necess√°rio
é apenas
a procura da sobrevivência.

N√£o julgue o que n√£o lhe faz falta.
Respeite o respeito que mantenho por mim.



(((I)))




18.3.11

O Ba√ļ das Grandes Novidades.

    S√£o tratos, promessas, palavras. S√£o peda√ßos de cren√ßa, pura e simples, que ficam guardadas dentro daquele ba√ļ, onde s√≥ se guarda o que se quer. Ele fica no centro da sala, como um trof√©u. √Č exibido com orgulho, sem pudor, sem dor.

   Quem chega √† sala sempre √© convidado: "-Ol√°, posso lhe mostrar meu ba√ļ de coisas lindas. Quer ver?". E, com um sorriso estampado na face, o ba√ļ √© aberto. Os olhos de seu dono brilham, como se refletissem ouro. A tampa, aberta lentamente, n√£o faz barulho;  um som de flauta doce se propaga naquele c√īmodo. Um perfume de alfazema exala forte e intenso, tornando todo o ambiente um lugar de paz. Quando a tampa j√° n√£o encobre mais seu conte√ļdo, novamente  um convite: "Pronto, aqui est√£o minhas coisas lindas. Queira se aproximar, para v√™-las em sua plenitude. Isso, venha, n√£o precisa ter receio,  te dou minha m√£o. Ser√° bom, ser√° m√°gico."

   O suor escorre na testa. Ao se aproximar daquele caixote (n√£o pode ser chamado de ba√ļ...por Deus!) de madeira  pobre e podre, um ar frio toma conta de todo o ser. Nada nunca se mostrou t√£o terrivelmente gelado antes! Como se as calotas polares derretessem aos seus p√©s. As curiosas janelas d'alma ent√£o se arriscam fitar o interior da caixa miser√°vel. A boca cala, a respira√ß√£o involuntariamente cessa por alguns segundos. Os olhos, a princ√≠pio esbugalhados de terror, d√£o lugar as salgadas e intensas l√°grimas. N√£o havia outra forma de olhar aquilo. Os p√™los se levantam, o corpo todo treme. Um desmaio √© ensaiado, por√©m, antes que aquela for√ßa tome conta, os p√©s guiam para fora daquela sala, daquela casa, daquela presen√ßa.  Na mente ent√£o um mon√≥logo se inicia.
   "-Quanta tristeza e ang√ļstia. Quanta escurid√£o p√īde ser vista. Marcas de a√ßoite e lama, marcas de dentes e sangue. Nenhuma cicatriz fechada e limpa. Beleza alguma.  Ao se deparar com suas imundices, as trancou nessa cela, e criou uma cobertura de sonhos para escond√™-las. Cada peda√ßo morto de vida que tinha, cada gr√£o e cada cor; fantasiou ser tudo magn√≠fico, desde o que tinha em s√≠ como o que recebia de outr√©m. Pobre alma."

    Fugiu ent√£o dali. S√≥ pensava em chegar em seu lugar, seu recanto,seu ninho. Correu, para n√£o ter que esperar mais. Ao abrir a porta, o cora√ß√£o se acalmou. Um copo d'agua, um banho, e aquelas horr√≠veis imagens tinham se dissipado. Sentou-se ent√£o confortavelmente em seu sof√°. E olhou, demoradamente para aquele ba√ļ, que se encontrava no centro da sala como um trof√©u, exibido com orgulho, sem pudor, sem dor. Sorriu e cegou.
    "-Ol√°, posso lhe mostrar meu ba√ļ de coisas lindas. Quer ver?" ...


((( I )))





...Cada um tem o seu!


11.2.11

Fé.

Tranquei aqui dentro
a vontade de voltar atr√°s.
Aguardando que junto aos seus passos
minhas pegadas também possam ficar.
Registradas
porém não estáticas
 em uma hist√≥ria,
em uma vida.
Na nossa.
Espero trancada.
Sem clausura,
mas com fé.

(((I, so sad...)))






Unsealed on a porch a letter sat.
Then you said, "I wanna leave it again."
Once I saw her on a beach of weathered sand.
And on the sand I wanna leave it again.
On a weekend I wanna wish it all away
And they called and I said that "I want what I said" and then I call out
again.
And the reason oughta' leave her calm, I know.
I said "I know what I were not a box or the bag."

Ah yeah, can you see them out on the porch? Yeah, but they don't wave.
I see them round the front way. 
And I know, and I know I don't want to stay.
Make me cry.




10.2.11

The secret in the Hole




                                                                                                            
Dentro deste buraco,
lugar de luz alguma,
Nada cresce, nada trai.

Cicatrizes se formam
mas é impossível enxerga-las.
Somente o tato vê aqui!
Ele inebria-se com a superfície
de uma cara p√°lida
de olhos cegos
que n√£o conhecem o sol.

As pedras dominam o paladar
que de tão insípido tornou-se nada.
N√£o adianta abrir a boca
gosto nenhum existe mais.

A pele sua,
cachoeira de puro sangue e sal.
Treme e arrepia a cada inspiração.
Descama e arde no breu daqui.

Não tem saída
n√£o tem entrada
Só a presença intrínseca
que o torna real.
                                 
(((I)))

Noites que n√£o tem fim ...







8.2.11

Boneca destruída.

As m√ļsicas s√£o janelas da Alma de poetas, que conseguem colocar uma melodia em situa√ß√Ķes que todo cora√ß√£o sente!

Hoje apenas isso pode me traduzir com fidelidade!





Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que n√£o quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo est√° perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
J√° passou, j√° passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora j√° n√£o durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
N√£o entendo terrorismo, fal√°vamos de amizade.
N√£o estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
N√£o vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.
Minha laranjeira verde, por que est√° t√£o prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.


E hoje, nada me traduz mais do que essas....




Às vezes parecia

Que de tanto acreditar
Em tudo que ach√°vamos
T√£o certo...

Teríamos o mundo inteiro

E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...

Mas percebo agora

Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

N√£o queria te ver assim

Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E n√£o sentir mais nada...

Às vezes parecia

Que era só improvisar
E o mundo ent√£o seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia

Em que tentamos ter demais
Vendendo f√°cil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido

Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
N√£o use o que eu disse
Contra mim...

Nada mais vai me ferir

√Č que eu j√° me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...

Tenho o que ficou

E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...


Emocionalmente exausta, internamente destru√≠da. Mas T√ī aqui!

7.2.11

Just go

Sem nem hesitar
Partiu como se pudesse,
e se foi, como se nunca
tivesse chegado.
Foi e n√£o olhou pra tr√°s.
Deixou um rastro de poucas linhas.
Algumas frases sem sabor,
pintou de cinza cada pedaço de papel
e desenhou em cada um 
um coração partido.
Como se previsse cada passo dado,
cada bolha,
cada queda.
Foi. 
Não deixou sabor de açucar, nem de Fel,
cheiro de nada.
Na cabeçeira da cama ficou um livro, um lápis,
um copo vazio.
No espaço da casa ficou uma marca
de chinelo na parede, 
de tinta no piso.
E foi só.
Ele se foi.

(((I)))








Bang-bang (((Nancy Sinatra)))


...Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down


Seasons came and changed the time
When I grew up I called him mine
He would always laugh and say
 Remember when we used to play


Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down


Music played and all people sang
Just for me the church bells rang


Now he's gone I dont know why
Until this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie...